Caldas, por um tempo...

 Por Marcos Almeida


Caldas, por um tempo, nasci.
Fui batizado, dia seguinte,
estando lá Padre Gervásio,
meu pai, meus avós, minha tia.
Mãe no resguardo,
Dona Fia, a parteira, recomendou.
A praça de pedras, de jardins,
sem muita interferência desnecessária,
poucos carros, inúmeros caminhantes,
duas igrejas por ali,
igrejinha lá no alto.
O coreto, ora banda, ora livros,
ornava com o Rosário. 
Os casarios, sobrados de outrora,
por um tempo completavam.
Hoje, poucos resistem,
ninguém se incomoda, 
virou moda outra coisa.
Caldas, por um tempo foi outra,
hoje não sei, vivo distante.
Perdi raízes, quiçá, recupero,
olhando um retrato perdido,
então achado, maculado.
Então, agora vejo com os olhos
do coração.

Anos 1940?


Anos 1960?


Comentários

  1. Respostas
    1. Obrigado pelo incentivo. Gosto de rever imagens que trazem alegria!

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  2. É pura nostalgia contemplarmos essas mudanças. Andamos sempre em busca do tempo perdido, como o título do livro de Marcel Proust. Abraço agradecido, Marcos!

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    1. Obrigado, Sebastião! É muito bom ler suas palavras!!! Abraço!!!

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  3. Que coisa linda de se ler e ver !

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