A audácia do erro
Por Marcos Almeida Estar errado, hoje em dia, não é nada! O difícil é estar ao lado dos que erram e tentam se corrigir com desculpas sem reconhecerem a-culpa. Para alguém merecedor de audiência, um pingo é uma letra, mas uma notícia jamais será um pingo no oceano. Óleo e água não se misturam, a menos que sejam para um bolo, de falsidade, de desonestidade, de apego ao ódio. E o fermento faz a massa crescer. Briga de pedras? Engano ou erro? Pobre coitado, ninguém olha pra trás por nada. Se olhou, algo incomodou. Pra quem joga truco sabe, gritar “seis mio” pode ser insensatez se a cara de pau não for maior do que o blefe de quem tem apenas um “sete de copas”. Sete maior que seis? Impotência, do parceiro gelado em uma mesa sem ser defunto, ficando apenas na torcida por não ter a mesma audácia do “gargantão”. Mais uma vez, digo: estar errado pode ser melhor do que estar certo. Afinal, quem afirma não claudicar, se enganou, se iludiu, dormiu no ponto, o ônibus passou, ninguém cutucou, come...