Por Marcos Almeida Novembro de 2025. Esta semana, iniciada com a celebração da memória de pessoas queridas que já partiram para a eternidade, cada mineiro pode sentir, sem qualquer fôlego, a ausência do imortalizado Lô Borges, artista e fundador do inigualável movimento musical, Clube da Esquina. Sentir a perda física de alguém que trazia acalento aos corações humanos é algo que faz pensar onde as histórias distintas se entrelaçam. Eu não sou diferente, mas relembrei, há poucos dias, uma passagem do início da minha adolescência quando conheci a obra de Milton Nascimento e Fernando Brant, através da composição conhecida no mundo todo: Travessia!(*) Juntando essas duas situações nominadas como coincidências, triste por um lado, mas na certeza de que a perenidade, de quem deixa um legado, é certa, fiquei buscando na minha memória – talvez até na imaginação – quando realmente passei a conhecer todo esse movimento cultural essencialmente mineiro. Também sou mineiro, uai! Assim eram ...
Por Marcos Almeida Quem nunca pensou sobre o seu passado, buscando recordar momentos da infância ou da adolescência, tempo em que se ignorava as preocupações como as tais de agora? Mas, e quanto ao antes do existir, do meu e do seu nascimento, para a vivente história? Como seria se tudo fosse diferente, se uma mãe não sonhasse ou se o pai deixasse de sair da sua cidade para encontrar alguém pronta a coexistir? São tantas as questões inquietantes e abrangentes, sem um caminho único, mas construído após um choque de identidades e crenças. Alguns resistem aos pensamentos, deixam a efemeridade dominar todo o caos existencial, provavelmente superficial, sem resgatar qualquer resquício de quando ninguém poderia imaginar o que cada um se tornou. Capricho dos meus devaneios? Agora, a urgência da rotina, examinando toda minha cartilagem embriagada pelo nada, busco meu último respiro no vazio, simplesmente olhando para um retrato esquecido no fundo de uma gaveta ou em um quadrinho comido pelo cu...