Não custa sonhar! (Crônica)
Por Marcos Almeida Semana passada cheguei em Pocinhos. Na verdade, o pequeno lugarejo chama-se Pocinhos do Rio Verde. Não me envergonho de buscar tratamento para a amebíase, pois em São Paulo não logrei êxito no combate ao protozoário parasita causador desse meu martírio. Quanto aos sintomas mais amenos, os ridicularizados gases e a fadiga deprimente; o pior é enfrentar as diarreias e a cólica de retorcer o corpo. Um senhor coronel da reserva conhecido do meu pai, residente em Caldas, cidade do Sul de Minas, apresentou-me a esperança da qual preciso. E também indicou o médico para prescrever minha terapêutica. Para obter sucesso, seria necessária uma estadia de quinze dias. Optei por hospedar-me no Hotel Rio Verde, na singela rua principal do distrito, diante da igrejinha dedicada à São Vicente Ferrer, um frade dominicano e teólogo espanhol, missionário. É tudo que consegui descobrir. Hotel Rio Verde - Pocinhos - Década 1970? Instalei-me em um quarto próximo à recepção com janela vol...