Multiplicidades de incômodos
Por Marcos Almeida Uma bola de capotão, enfim, fora apresentada para ser disputada no campinho da escola. Parecia que a peleja seria mais séria. Pocinhos não era o fim do mundo nem para quem nunca colocou os pés por lá. Para quem viveu pelas beiradas do Rio Verde, era lugar de primeiro mundo. Certamente a bicuda na aposentada bola de borracha parecia carinho para as unhas dos pés. Porém, o couro, esse sim era bruto. Evolução. Bola de “capetão”, criticavam alguns. O povo do exército estava acostumado. Os atletas começaram a calçar congas para não perderem as respectivas tampas dos dedões. E um certo moleque sonhou com o primeiro gol. Mas a partida primeira não saiu do zero. Antes de voltar para a sala de aula, a pose para um retrato estudantil com o Pavilhão Nacional ao fundo. Depois, virou um binóculo esquecido no fundo de uma gaveta. E o que mais incomodava o estudante era entender, em uma sequência numérica, qual seria o primeiro: o “um” ou o seu teórico antecessor “zero”? No placa...