Por Marcos Almeida Hotel Pontes (colorido através de IA) Escrevendo e jogando com as palavras sobre as cenas vívidas na memória, espero não estar sendo arrogante em trazer alguns temas envolvendo os retratos que tenho em minha guarda. Alguns, estão intactos fisicamente e, tantos outros, em arquivos digitais, podendo ter sido capturados originalmente neste formado ou escaneados. Tais objetos de recordação trazem certamente, não só para mim, mas para cada pessoa observadora, algo que toca a emoção. É como um relacionamento passional em que se torna impossível separar o sentimento da realidade, especialmente pela perspectiva que cada ser carrega consigo, inúmeras visões de mundo e valores. Casario da Praça da Matriz - Caldas/MG - 2013 Por incontáveis vezes, me deparei observando detalhes de uma representação estática de um tempo que não volta mais. A saudade invade a alma, na tristeza de algo ou alguém não existir mais ou na alegria de ter vivido emoções fantásticas onde sinto que podem...
Por Marcos Almeida Duas pessoas fazem-me lembrar do torresmo, uma das mais saborosas iguarias dos mineiros: um dono de boteco em minha cidade e o meu irmão. Nasci em uma família apreciadora da carne suína, da gordura de porco para refogar o arroz e o feijão. Linguiça feita com as tripas do bicho. Por agora, vegetarianos e veganos lançam abelhas com seus ferrões aos meus ouvidos. Boteco Quem me dera não precisar controlar o colesterol, poder fritar uma costelinha para o breakfast do mesmo jeito que meu brother fazia. Acompanhamento, para ingestão de fibras, poderia ser doce de abóbora, lembrando de o porquinho ser apaixonado por essa Cucurbita. Brasil afora, seria jerimum. Dei toda essa volta para dizer o apelido do vendeiro: Jerimum. Os fregueses pensavam que ele tinha origem nordestina. No entanto, era filho de irlandês com uma tailandesa. A mistura trouxe um ser humano maravilhoso para o nosso convívio. A estufa de salgados no boteco do Jerimum era repleta de torresmos e lingui...