Por Marcos Almeida Cajarana - 2014 (O texto completo está no livro "Onde o amor fincou raízes", a ser lançado ainda em 2026) Naquele dia de agosto, adiamos em uma semana a subida, em razão da chuva ocorrida no fim de semana anteriormente previsto, o que foi providencial, pois o tempo colaborou para a nossa aventura. Mas, ao chegarmos no cume, o sol estava escaldante. Juninho, percebendo a situação, convidou-nos para conhecer a Cajarana. — "Cajarana", o que é isso? Ficamos nos olhando e procurando a resposta. A questão seria por quanto tempo deveríamos caminhar. Fomos informados que seria por volta de meia hora. Estávamos cansados, mas pensamos numa bela sombra para lanchar. Naquele dia, havia muitas pessoas acampando e, por incrível que pareça, o espaço sob a sombra estava escasso. Então adentramos na mata. Morro abaixo e, às vezes, uma pequena subida para voltar a descer, tudo dentro de um rico ecossistema. Sons de pássaros inéditos para os aventureiros. Quando n...
Por Marcos Almeida Ivete, com seu jeito discreto, sempre acompanhou a política, muito em função de o seu marido Zé do Correio ser extremamente politizado e informado. Seu pai, Zé Cândido, também se envolvia nas disputas políticas da cidade, sem apresentar-se como candidato, mas muito militante. Ela, entretanto, tinha sua visão de mundo e uma indignação aflorada quanto à desigualdade social. Tomava seus partidos com base nesse princípio, desde muito tempo. No ano de 2022, uma eleição polarizada tomou conta do Brasil. Na visão dela, seria o breu da continuidade para o País, ou uma mudança para que ninguém carecesse de enfrentar a fila do osso, ou que necessitasse implorar para o governo comprar vacina para combater o vírus causador de uma pandemia, que ceifava incontáveis vidas, sendo que muitas poderiam ser poupadas. Mesmo com idade que a dispensava de votar, optou por exercer seu direito no dia 2 de outubro, indo até a Escola Souza Novais, local onde estudou até a quarta série. ...