Por Marcos Almeida Outro dia, sonhei com o meu pai! Ele faleceu em 30 de dezembro de 2008, após um Natal especial em família. E foi como ele queria: sem sofrer. Do nada, pediu para minha mãe registrar um jogo na lotérica. "Mega-Sena acumulada... quem sabe?" Questão de meia hora, ela voltou e... Apesar daquela dor da perda, hoje a memória do corintiano mais querido de Caldas é de alegria para todos de nossa casa. Também pudera: “Zé do Correio, caboco feio, caiu do arreio, no campo do meio, meio “disgueio”...” era o seu jeito de se apresentar para as pessoas que apareciam em seu caminho. Como deixar uma marca triste após ultrapassar o seu tempo nesta terra? Muitas outras histórias com esta no livro "Onde o amor fincou raízes" Desde muito cedo aprendi com ele a importância da alegria na vida, pois, em muitos momentos, enfrentamos, como toda família, situações complicadas tanto na economia como na convivência. Nada que o bom humor não desse conta de tudo isso. Quando el...
Por Marcos Almeida Duas pessoas fazem-me lembrar do torresmo, uma das mais saborosas iguarias dos mineiros: um dono de boteco em minha cidade e o meu irmão. Nasci em uma família apreciadora da carne suína, da gordura de porco para refogar o arroz e o feijão. Linguiça feita com as tripas do bicho. Por agora, vegetarianos e veganos lançam abelhas com seus ferrões aos meus ouvidos. Boteco Quem me dera não precisar controlar o colesterol, poder fritar uma costelinha para o breakfast do mesmo jeito que meu brother fazia. Acompanhamento para ingestão de fibras, poderia ser doce de abóbora, lembrando que o porquinho é apaixonado por essa cucurbita. Brasil afora, a abóbora é conhecida pelo mesmo apelido do dono do boteco: Jerimum. Os fregueses pensavam que ele tinha origem nordestina. No entanto, era filho de irlandês com uma tailandesa. A mistura trouxe um ser humano maravilhoso para o nosso convívio. A estufa de salgados no boteco do Jerimum era repleta de torresmos e linguiças. Uma pi...