Caldas, por um tempo...
Por Marcos Almeida Caldas, por um tempo, nasci. Fui batizado, dia seguinte, estando lá Padre Gervásio, meu pai, meus avós, minha tia. Mãe no resguardo, Dona Fia, a parteira, recomendou. A praça de pedras, de jardins, sem muita interferência desnecessária, poucos carros, inúmeros caminhantes, duas igrejas por ali, igrejinha lá no alto. O coreto, ora banda, ora livros, ornava com o Rosário. Os casarios, sobrados de outrora, por um tempo completavam. Hoje, poucos resistem, ninguém se incomoda, virou moda outra coisa. Caldas, por um tempo foi outra, hoje não sei, vivo distante. Perdi raízes, quiçá, recupero, olhando um retrato perdido, então achado, maculado. Então, agora vejo com os olhos do coração. Anos 1940? Anos 1960?