Simples
Aqui, tudo é simples. Tudo ornado pra não esfregar na minha cara qualquer rudeza da vida. Me assento, olhando ao fundo para a serra, a qual ouso chamar de travessia. Parte da cidade até chegar na Pedra Branca: estrada de chão. O caminho muda quem acredita percorrer. Sobra tempo pra pensar. E ver. Ou mesmo, ouvir o interior antes de ser pavimentado. Subir, entre curvas pedregosas. Sabedoria não iniciar descalço. Percalço.
O sol declina no pé do morro, caindo pra outras bandas, de mansinho, no restinho de calor. O reflexo luminoso sobre o prado encanta meus olhos. Uma grande nuvem, tão rala, combina seu espaço com o azul do firmamento. O cenário cativa qualquer um que espera a noite para amar. Noutro dia, por certo, voltará. E brilhará!

Falar do simples exige maestria, pra não ser piegas. E o texto faz isso: traz a beleza da paisagem de forma espontânea, acrescenta sonoridades, rimas internas, fazendo o leitor se perguntar se é prosa ou poesia. É prosa e das boas, em um encantamento poético. Um canto à natureza. Parabéns, Marcos!
ResponderExcluirObrigado, caro mestre! É muito bom contar com seu incentivo! Abraço fraterno!
Excluir