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Mostrando postagens de dezembro, 2025

O 24 de dezembro e a nova revolução da Pedra!

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Por Marcos Almeida As ruas de paralelepípedo resistiram ao tempo e sustentaram a evolução da revolução da Pedra, especialmente no Natal de 2017, na minha terra natal. Ninguém poderia imaginar uma quantidade expressiva de revolucionários, entre eles, alguns desafetos dos desfiles setembrinos obrigatórios, mas que naquele momento marcharam pedindo respeito à legislação vigente, a garantia de nossa Pedra Branca gigante. Os que buscavam impor retrocesso ao artigo que a sustentava livre do colapso, sentiram o peso da união. A palavra de ordem era a preservação da serra que abriga o maior patrimônio natural de uma pacata cidade que, tempos atrás, também pensou ter urânio infindável. Sobre este tema paralelo, o que vimos após total exploração foram os seus rejeitos misteriosos e escondidos, adicionados por outros tantos “presenteados” também por gente de fora, uma tal torta difícil de engolir. Parecendo vocação minerária, surgiram por fim, pedreiras – razão desse relato subversivo – com sua...

Retratos de um certo padre caldense

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Por Marcos Almeida   Fiquei sabendo que havia chegado em Caldas, na década de 1970, não me recordo exatamente o ano, um padre conterrâneo, de uma família de amigos de infância. Eu ouvia dizer: - O tio padre agora vai ser padre aqui... Imagem cedida por Tabir Dal Poggetto Eu ficava sem entender essa mistura de tio e padre. Na minha cabeça infantil, imaginava que se um sacerdote não poderia casar, impossível ter sobrinhos. Agora dou risada desses meus pensamentos pouco analíticos da época. Mas o que mais importava pra mim naqueles tempos era jogar bola, brincar de pique da lata, trocar figurinhas e nadar nos rios de Pocinhos. Quando eu passava próximo à uma igreja, previamente orientado pela minha mãe, me benzia, fazendo o sinal da cruz. Era o mínimo que se poderia exigir de um moleque, tendo em vista que não gostava de ir para as rezas e missas. Via o padre quando não tinha jeito. Passei aperto na minha primeira comunhão, pois seria necessário confessar os meus pequenos pecado...

A recusa em ouvir as respostas

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Por Marcos Almeida Tenho algo em mente e acredito que é importante considerar: qualquer começo pode ser belo e eloquente, mas estejamos preparados para o final. Longe de mim querer desmistificar crenças, especialmente quanto a eternidade e não é essa a minha questão, por ora. No entanto, vejo pouco preparo, categoricamente das pessoas do sexo masculino, para o que se convencionou atualmente a nominar como mudança de ciclo. Um relacionamento, por exemplo, tem início, meio e fim. Então, de que adianta entrar de cabeça sem ter a mente e o coração equilibrados para momentos de separações, voluntárias ou não, para os finais? Renata, Tio José Nilton, Marcos, Ivete (mãe), José Cândido e Maria Aparecida (meus avós). Posso até estar caindo em alguma arapuca de palavras, armada por mim mesmo, mas gosto de me arriscar. Pela minha vivência familiar, com tantos erros e desencontros, aprendi com meu pai a importância de resguardar minha mãe e minha irmã. Mas não somente. Ele, apesar de seu jeito b...

Quantos anos?

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  Por Marcos Almeida A infância passou como um foguete na minha vida. Contando o meu tempo, saí do zero a doze em poucos segundos-luz, com a força rotacional de inúmeros Newton-metros. Enquanto a meninice era plena, o reconhecimento era de todos, presentes recebidos, sonhos incentivados e até pré-estabelecidos pela família e agregados, apaixonados por conselhos impossíveis de cumprir. Tinha o privilégio de andar pelado pela casa até o momento em que brotaram os primeiros pelos pubianos e quando surgiu o “peitinho”, servindo de chacota da parte de alguns adultos com ínfima inteligência emocional e afetiva. Nos meus sixteen É, mas uma hora, o giro sobe, momento de entrar pelos anos “teen” . Thirteen veio primeiro. Oficialmente adolescente, mas muito antes começava de fato a tal puberdade, superando além dos nineteen . Para os equivocados ou maledicentes, fui um “aborrecente” daqueles. Enfrentei minhas inseguranças, como tantos outros, pensando ter entrado em um fosso sem uma corda...